Mostrando postagens com marcador Alice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alice. Mostrar todas as postagens

Os primeiros dias!


Alice nasceu em uma maternidade pública, clica aqui para conferir o relato do parto na íntegra e como tive um parto normal e a Alice nasceu com apgar 9,10 precisamos ficar de observação somente 48 horas. Sempre me diziam que depois do parto a mãe apaga, não sei se foi  porque a maioria das pessoas que disseram isso tinham feito cesárea e dormir é o efeito da anestesia mas depois de viver todo aquele momento que o tempo parou pra eu viver aquela emoção de receber a minha primeira filha e a dor das contrações terem passado, eu estava incrivelmente disposta, feliz e sem nenhum tipo de dor. Mesmo com a episiotomia eu ainda não sentia nada porque o efeito da anestesia local estava em ação (depois né, porque até ela nascer não tinha feito efeito, senti a picada da agulha o corte e o nascimento inteiro!).

Lembro de passar pela recepção e ver aquelas pessoas aguardando atendimento e lembrar que dias atras era eu me emocionando de ver as mãezinhas passarem por ali com seus bebês e eu sentir uma invejinha do bem esperando aquele meu momento chegar também,nunca vou esquecer de olhar para a tv da recepção e estar passando The Voice Brasil na segunda temporada e eu ter pensado que estava perdendo o programa por um ótimo motivo. Fomos para o quarto e essa primeira noite de nós três foi intensa demais, ficamos olhando detalhe por detalhe e conhecendo nossa pequena, conversamos sobre ter sido diferente do que imaginávamos de lembrar que a Alice começou nós ensinar que ninguém nunca dirá algo que seja verídico na vida do seu filho porque cada um é um, e assim que deitei na cama do quarto e repousei ela em cima do meu corpo ela levantou o pescoço parecendo uma tartaruguinha e nos deixando impressionados (ué, não disseram que recém nascido não mexe? ALICE é DIFERENTE).


Eu tentei colocar ela no bercinho pra dormir um pouco, mas não tinha um pingo de sono e não conseguia fechar os olhos pra dormir sabendo que a criança que eu passei 9 meses louca pra ver estava ali na minha frente, sem contar naquele medo que a gentes sente de sei lá, tipo tudo! Aquele medo que antes de nascer era de se eu for uma das poucas grávidas que vou ter que passar pelo sofrimento de não ter meu bebê nos braços, assim como isso me assombrava antes, durante o primeiro mês da Alice o raio do medo de mal súbito e de acontecer algo enquanto estou dormindo me assombrou e não me deixou descansar.



O dia amanheceu e o Gui foi pra casa pra tomar banho e dormir um pouco, e chegou minha mãe e a mãe dele pra conhecer a Alice, confesso que o sentimento que a gente sente nessa hora, quando alguém quer pegar o seu bebê é um pouco como no reino animal onde a fêmea fica com muito ciúme da cria, elas queriam pegar, trocar, abraçar e toda aquela coisa de vó mas meu leite demorou pra descer e eu não conseguia tirar o colostro, a Alice era o único bebê que berrava de fome, as demais mães do meu quarto já estavam no segundo filho e foi mais fácil do leite descer pra elas. Eu não conseguia fazer a pega e a minha sogra tentava me ensinar como fazer, mas isso foi me dando muita irritação e um sentimento de incapacidade, a única coisa que a gente quer nessa hora é ser suficiente pro seu filho, pedi pra minha mãe mandar pra alguém na próxima visita levar a minha bombinha pra forçar meu bico e isso sim ajudou muito a descer o leite.



 Naquele dia o Gui voltou e passou a tarde comigo, troquei a Alice pela primeira vez descobrindo que quando o bebê nasce e precisa da gente a gente sabe o que fazer, (mesmo que sem prática ou muita habilidade, a gente sabe!), no final da noite recebemos a visita da bisavó Lourdes que ficou encantada com a nossa pequeruchinha.










Infelizmente nossa situação financeira não estava tão legal pro Gui se dar o luxo de ficar com a gente e ele precisou trabalhar no sábado (alice nasceu na quinta, ele ficou com a gente na sexta e foi no sabádo), então no finalzinho da noite a dinda da Alice chegou pra dormir (?) comigo, sou muito grata por mesmo ela estar tão cansada de ter trabalhado ela foi ficar comigo. Passamos mais uma noite em claro, mas por uns 15 minutos eu cochilei, e acordei super culpada de ter fechado o olho e a Alice ali no bercinho.



Durante o sábado minha cunhada Letícia e a minha sobrinha Rafa foram nos visitar, e ali as coisas estavam melhores, eu já estava mais tranquila com a amamentação mesmo que ainda fosse difícil acontecia...





Minha mãe também foi e deu banho na Alice porque eu tinha medo de não saber fazer e queria assistir pra aprender.





Agradeço também muitíssimo ela de ter ficado pelo menos umas 14 horas comigo naquele dia, e só saiu comigo na hora da minha alta, recebi a alta exatamente na hora que ela nasceu porque precisava fazer o exame do pezinho nesse horário e ir embora, assinamos os papéis e fomos embora.



Ainda na porta da maternidade me dei conta de que agora ia ser a vida real, e eu não ia ter as enfermeiras pra perguntar, mas pedia Deus que nos ajudasse e assim foi, no carro pedi pro Guilherme ir com cuidado porque meus pontos doíam muito (vou falar depois com calma o que foi a minha episiotomia e como tudo aconteceu!), Chegamos na casa do meus pais e apresentamos Alice pros dois avôs que estavam nos esperando, a bisa Lindaura conheceu Alice também nesse dia.
Logo subimos para nossa casa, depois que todos foram embora eu e o Gui fomos em comodo por comodo apresentando a nossa casa pra Alice, nunca vou esquecer da minha emoção de mostrar pra ela tudo o que eu tinha preparado para quando ela chegasse, e por mais que ela não entendesse, era importante e especial pra mim, e com esse espaço ela vai ler tudo isso um dia!
Consegui dormir um pouco mas acordava em qualquer mexidinha dela no carrinho. E o dia seguinte começou bem cedo, mas isso eu conto no próximo post.



Beijos ♥


Relato do Parto: A história da Alice começa aqui!



Era dia 20 de novembro de 2013, faltava apenas um dia para a data prevista do parto e eu confesso que já estava bem apreensiva por não sentir dores que me levassem a ir ao hospital, de qualquer forma no dia 21 eu teria que ir até lá pra fazer o cardiotoco, aproveitei que era feriado e decidi andar bastante e subir e descer escadas pra ver se dilatava. Me deitei pra dormir às 23:30hrs afinal estava cansada por ter feito exercícios. Às 01:20hrs da manhã acordei com a Alice soluçando no meu baixo ventre e podia sentir a vibração da cabecinha dela, ao me levantar percebi uma forte dor de cabeça e nos olhos que me impedia até de enxergar direito.

Nessa hora meu coração apertou e eu sentia que tinha que ir imediatamente pro hospital, não estava sentindo nada que indicasse um trabalho de parto porém meu coração dizia que eu tinha que ir, acordei o Guilherme e disse o que estava sentindo e ele pediu que esperasse até ele voltar do trabalho, mas eu tinha que ir naquela hora... Pedi que ele só me deixasse lá com a minha mãe e que se eu fosse voltar, me buscasse depois.

Chegamos no hospital às 02:45hrs, eu estava torcendo pra ter plantão com  a obstetra Carolina, desde que a saga de ir e voltar de madrugada tinha começado eu dei sorte de algumas vezes passar com ela e eu tinha certeza que se eu fosse no plantão dela ela iria me ajudar. Passei na triagem e a pressão tinha dado 14/8 e fui direto pra ala da maternidade, chegando lá as enfermeiras pediram que nós aguardássemos até as obstetras subirem do centro cirúrgico, enquanto esperava uma das enfermeiras me colocou pra fazer o cardiotoco pra adiantar, já que de qualquer jeito a doutora iria pedir. Ela me perguntou o que eu tinha, eu expliquei e ela mediu novamente minha pressão, 14/8 ainda estava alta.

Terminei o exame e fiquei com o resultado na recepção esperando que a doutora viesse, enquanto esperava rezava o tempo inteiro pra Deus me ajudar, pra que fizessem algo por mim, pra que não voltasse pra casa com aquela agonia no meu coração.  Logo que a doutora chegou, me chamou e eu fiquei muito feliz de ter conseguido um plantão com a Dra. Carolina estava ela e uma outra dentro da sala, expliquei o que estava sentindo e disse que desde 37 semanas estava muito frequente as oscilações da minha pressão, ela mediu e na sala dela deu 15/9, me examinou e disse que estava com apenas 1cm de dilatação e que o meu colo estava grosso, viu o líquido e disse que estava normal. Nessa hora pensei que ia novamente voltar pra casa frustrada.

Minha surpresa foi quando ela falou que estava tudo bem mas que ia me internar pra induzir o meu parto porque a pressão estava alta e como eu já estava com 40 semanas não tinha porque esperar mais. Fiquei imensamente feliz, minha filha ia chegar...

Fui internada às 04:25hrs, minha mãe veio pra casa e o Guilherme ficou lá comigo, me colocaram no quarto e disseram que iam começar a induzir meu parto com o comprimido que dura 5 horas e estimula o corpo a entrar em Trabalho de Parto. Antes de me introduzirem o comprimido mediram a minha pressão 12/8, algo impressionante que me fez perceber as formas que Deus tem de agir sobre nossas vidas, minha pressão só estava alta até ser internada, depois que tudo estava pronto a minha pressão abaixou e seguiu normal o trabalho de parto inteiro.


Colocaram o primeiro comprimido às 05:00hrs, comecei a sentir cólicas às 07:00hrs e as 09:30hrs as contrações já estavam 2 à cada 5 minutos com duração de 40 segundos, a Dra. Carolina veio fazer o toque e sentir as contrações, estava com  3 cm, o colo estava médio e já era possível sentir a minha bolsa. Ela achou melhor dar mais 1 comprimido pra ajudar a dilatar ainda mais, depois desse segundo comprimido as contrações iam aumentando e durando mais tempo, de hora em hora eles faziam o cardiotoco  e de meia em meia hora mediam os batimentos da Alice, enquanto estava no pré-parto veio umas 4 refeições pra eu comer pra ter força para o parto.



Às 15:00hrs a minha dilatação estava de 4 pra 5 cm e o Doutor mandou me levarem pra sala de parto e me colocarem na ocitocina pra aumentar as contrações. As dores das contrações agora era algo terrível, um mix de dor no corpo inteiro, barriga dura, coração doendo e falta de ar. Percebi que quanto mais eu agonizava aquela dor pior eu me sentia e mais tempo ela durava, quando a contração passava eu descansava, parecia que não tinha sentido nada, até a próxima contração é claro. Às 16:20hrs, me mandaram ir pro chuveiro deixar a água quente cair nas costas e na barriga, lá  debaixo as contrações eram mais fortes mas dava pra aguentar mais respirava fundo enquanto elas vinham e isso ajudava muito, fiquei lá debaixo uma hora e meia.

Quando voltei  pra cama as contrações eram terríveis, eu delirava o tempo todo, lavei a cama de suor, sentia a contração respirando fundo e quando passava eu apagava de cansaço. Às 18:30hrs antes de mudar de plantão a enfermeira fez o toque e ainda estava de 4 pra 5 cm, me colocaram no soro as contrações aumentaram significativamente mas a dilatação parou. Nessa hora o Guilherme já estava desesperado, ele estava me ajudando o tempo todo e sofrendo junto comigo em cada contração, o trabalho de parto estava agoniante para os dois, quando ele viu que a dilatação não aumentava bateu o desespero e ele começou a rezar pra que evoluísse logo e eu não virasse a noite naquele sofrimento.

Às 19:00hrs o plantão mudou, e pra minha surpresa e pela vontade de Deus era a Dra. Carolina novamente, assim que ela entrou pedi que me tirasse um pouco do soro porque a dor estava muito forte, ela disse que fazer isso era regredir no parto e que eu ia sofrer mais, disse pra ela que não ia conseguir,que não tinha mais forças,que as contrações vinham e me deixavam exausta, mas ela disse pra ficar calma que eu ia conseguir sim e que não era necessário ter força naquele momento, era pra respirar fundo pra mandar oxigênio pra bebê e que pra me ajudar ela iria estourar a minha bolsa pra dilatar mais rápido e a bebê encaixar. A enfermeira obstetriz Magali entrou sentiu minha bolsa e com um ferrinho estourou a minha bolsa, na hora eu senti e ouvi um ploc, e imediatamente uma água começou a escorrer.

A doutora falou pra me colocarem na bola e ficar fazendo exercícios pra ajudar a dilatar, trouxeram a bola coberta por um pano colocaram um banco para o Guilherme sentar atras de mim e falaram pra eu sentar com as pernas abertas e quando viesse as contrações respirar fundo 3 vezes, fazer força pra baixo por 8 segundos e soltar, enquanto não vinha as contrações eu pulava na bola  (seria divertido se não doesse uma quantidade daquela), enquanto fazia os exercícios sentia um rio de água escorrer enquanto o Guilherme massageava minhas costas como elas tinham ensinado. A cada força pra baixo eu sentia a cabeça dela abaixar mais e a dor cada vez maior, eu não gritei em momento nenhum até ali porque eu percebi que não adiantava, aguentei todas as contrações calada, só respirando fundo e torcendo pra passar logo, foi quando fiz o exercício pela 5ª vez que eu senti ela encaixando de verdade e nessa hora dei um grito de AI que a maternidade inteira ouviu e as enfermeiras correram dizendo NASCEU!

A enfermeira Magali entrou e falou pra tentar ser forte e não gritar porque o grito faria ela subir, ela fez o toque e com apenas 15 minutos de exercício na bola eu tinha chegado à 7 cm de dilatação, ela me colocou no chuveiro e disse que agora estava muito perto que era pra continuar fazendo o exercício sentada no banco debaixo do chuveiro, e quando eu percebesse que estava perto mesmo à ponto de cair que à chamasse, as contrações vinham e cada vez mais eu sentia descer, quando passavam eu apagava, dormia profundamente debaixo do chuveiro.

Quando senti que estava na "Porta" pedi pro Guilherme chamá-la e quando ela fez o toque disse que cheguei à 10 cm e que iria nascer, nessa hora quem gritou graças a Deus foi o Guilherme, ela falou pra ele se ele queria ver a cabecinha da bebê que já estava aparecendo, foi uma emoção muito grande quando ele olhou e falou "é cabeludinha amor, é cabeludinha!", a enfermeira Magali levantou os apoios para as pernas as alavancas e chamou mais duas enfermeiras.

 


E então começou, ela pediu pra que quando viesse a contração era pra respirar fundo segurar e fazer força pra baixo, enquanto o Guilherme segurava minhas costas com força pra eu não voltar, fiz duas forças e a bebê vinha e voltava, a enfermeira aplicou a anestesia local (que se não fosse pela dor que eu estava sentindo do parto, doeria horrores), assim que aplicou já fez o primeiro corte, e eu sentia a tesoura me cortando, fiz mais uma  força e ela pediu que a enfermeira Rose aumentasse o nível do soro, mesmo assim a Alice ainda vinha e voltava,  me cortou mais uma vez e aumentou meu soro, depois de mais uma ou duas forças ela pediu pra enfermeira Rose subir na escadinha e pressionar minha barriga na hora da força pra me ajudar.

Foi então que veio a contração, eu respirei bem fundo, mordi os lábios e fiz a maior de todas as forças, o Guilherme me empurrou com bastante força pra bebê não voltar e a enfermeira colocou os dois antebraço na minha barriga empurrando para baixo... Era 21:48hrs da noite e a enfermeira Magali disse N-A-S-C-E-U! Junto com a cabeça saiu uma das mãos da Alice, perto da boquinha, e foi essa mão que dificultou a passagem dela.
Assim que terminou de sair o corpo dela a enfermeira Magali jogou ela por cima de mim e instantaneamente toda a dor passou, vê-la pela primeira vez fez meus olhos encher de lágrimas, o Guilherme vibrou comigo,nós chorávamos agradecendo a Deus por ter dado tudo certo, maravilhados com a beleza dela, ela estava toda suja de sangue mas tinha um cheiro tão gostoso que eu nunca mais vou esquecer, enquanto ela chorava minha mãe ligou no meu celular e a mãe do Guilherme no dele, e elas ouviram o primeiro chorinho junto com a gente... Foi muito emocionante, principalmente a reação do Guilherme que emocionou até as enfermeiras !!!







Elas tiraram a Alice do meu colo colocou no bercinho quente e a bebê pesava 3,260 kg e 48 cm. Enquanto cuidavam dela a enfermeira Magali costurou meus pontos, pediu pra eu fazer uma força pra vir a placenta, parecia um pão saindo, depois que saiu  escorreu muito sangue e a enfermeira limpava por dentro puxando os coágulos de sangue. Assim que terminou a Dra. Carolina entrou e disse "Nasceu ? Eu não disse que você conseguia!!!"



Estávamos as duas bem e logo fomos para o quarto. O melhor da Maternidade do Santa Marcelina é que o alojamento é conjunto, o tempo inteiro que eu fiquei internada a Alice ficou no bercinho do meu lado,as enfermeiras ensinam a amamentar e ajudam a cuidar do bebê mas tudo é feito pela mãe.



Doutora Carolina 




Enfermeira Rose (esquerda) e Enfermeira Obstetriz Magali (direita)
Esse foi o relato completo do dia mais feliz da minha vida, e eu gostaria de agradecer primeiramente à Deus por ter estado comigo o tempo inteiro, à Dra. Carolina que mais pareceu um anjo que Deus colocou na minha vida, à enfermeira Magali que me ajudou a dar a luz, me confortava com palavras de fé o tempo inteiro e que fez de tudo para que o meu parto tivesse sucesso, À enfermeira Rose que estava comigo de manhã monitorando as contrações e que voltou no plantão da noite porque era da vontade de Deus que ela me ajudasse a colocar a Alice no mundo, ao Hospital e Maternidade Santa Marcelina, que apesar de ser publico e ter uma fama de hospital ruim, me atendeu HIPER BEM, e comparando o meu atendimento com o atendimento de partos realizados por convenio não deixou a desejar em nada. E por fim ao Guilherme, que mais que meu marido e companheiro da vida inteira é um PAI de verdade pra minha filha, participou ativamente de toda a gravidez e na hora principal foi fundamental. Me ajudou como pode o tempo inteiro, me dava de comer, me levava ao chuveiro, fazia massagem, me segurava, me ajudava a respirar e por fim a fazer força pra nossa filha nascer. Se eu já o amava antes do dia 21 de novembro, a partir daí o amo ainda mais!

O quartinho do Bebê: Está tudo pronto só te esperando !!!



Na próxima quinta completo a 40ª semana de gestação, aquela data que parecia ser a do fim do mundo e que faltava eternidades pra chegar é daqui à dois dias e a ansiedade judia cada vez mais, isso porque tenho que esperar a hora que Deus preparou pelo parto e tudo o que eu precisava fazer antes desse dia já está pronto há semanas...

Lembro que passei noites e noites em claro no começo da gravidez imaginando como seria o cantinho do nosso bebê, duas coisas eram certas que se fosse menino chamaria Arthur e a decoração ia ser do pequeno príncipe e se fosse menina chamaria Alice e ia ser tudo inspirado em Alice no País das Maravilhas, no começo pensava em como abrir espaço no quarto pra acomodar o bebê sem abrir mão do MEU espaço (penteadeira/lugar dos sapatos), até porque fazia apenas uma semana que tinha reformado o quarto e deixado do jeito que sempre quis quando descobri que seria mãe.




Acho que Deus é tão perfeito no que faz, que a gestação dura 40 semanas pra gente se transformar em mãe durante esse tempo... Descobri em pouco tempo que tinha coisas que eu acreditava serem importantes pra mim que eu podia muito bem abrir mão e ainda sim ser feliz, hoje por exemplo trato sapatos como algo para colocar nos pés e maquiagens super produzidas para serem usadas em ocasiões especiais, e o que eu preciso de fato na minha vida é ser A MELHOR MÃE DO MUNDO, eu não sabia até pouco tempo mas era isso que eu queria ser quando crescesse: MÃE REALIZADA.



Queria que o cantinho da pequena por mais simples que fosse mostrasse o amor  que eu sinto por ela em cada centímetro, isso começou na hora de escolher o guarda-roupa, pintar a parede e o berço e escolher o enxoval. Foi uma etapa tão deliciosa da minha vida que me orgulho muito de ter conseguido fazer TUDO conforme as ideias iam brotando da minha cabeça.



O resultado ficou lindo, não consigo achar algo que poderia ser melhor... Conseguimos fazer o melhor pra nossa pequena com o pouco espaço/dinheiro que tínhamos e tenho certeza que não ficamos devendo nada à ela... E no final, a única pessoa que realmente importa é ELA.








Princesa, em questão de dias você tomará o espaço que é seu, na nossa casa e nas nossas vidas. Saiba que ninguém no mundo TE AMA mais que eu e o PAPAI, pensar em como vai ser os dias das nossas vidas daqui pra frente faz meus olhos encherem de lágrimas, tudo que eu poderia querer de Deus ele me deu, mesmo eu não merecendo tanto.


Eu Te Amo Mais Que Tudo ♥

Diário de Gravidez : 36 semanas!!!


Oi filha, ontem mamãe completou 36 semanas e começou o dia com um alarme falso (um dos muitos que estão por vir a partir de agora). Eram 5 horas da manhã e o papai tinha acabado de ir trabalhar, a noite tinha sido péssima, não estava conseguindo dormir de jeito nenhum por causa do calor e uma cólica chatinha que me acompanha há uma semana. Me posicionei no meio da cama pra tentar pegar no sono mas começou uma dor tão forte e esquisita que me assustou estar em casa sozinha, as dores eram nas costas, baixo ventre e entre as costelas, a pior delas era essa entre as costelas, foi 15 minutos horríveis, mal consegui levantar da cama pra gritar ajuda para a vovó Cleide, eu não faço ideia de como seja uma contração então, entrei na internet pra ver os sintomas do começo do trabalho de parto, uma das sugestões que encontrei era entrar no banho, se a dor melhorasse não era TP, e assim eu fiz, com 5 minutos debaixo do chuveiro as dores fortes passaram e eu avisei a vovó...

Mesmo assim achamos melhor ir no hospital a fim de saber se o meu colo tinha delatado ou não, chegando ´lá a doutora me examinou e disse que as dores eram você terminando de se encaixar, e que a dor maior que senti entre as costelas eram suas perninhas empurrando sua cabeça para baixo, disse que a partir de agora essas dores seriam frequentes, devido ao meu corpo estar abrindo passagem pra você nascer... Me passou um soro pra dor cessar e disse pra ficar atenta aos demais sinais do TP que em quinze dias estarei com você nos meus braços...

Mal posso esperar por esse momento, confesso que agora com 36 semanas as dores e o cansaço judia um pouco de mim, mas ao mesmo tempo isso não é nada perto da felicidade pelo grande dia estar se aproximando. Foram  9 meses de aprendizados e mudanças que me fazem agradecer a Deus ter vivido isso, nunca vivi nada comparado ao que vivi na gravidez, sou tão diferente hoje... Penso com uma cabeça tão sã agora, acho as vezes que já penso como mãe, sinto e faço as coisas como sua MÃE!

Sou feliz e grata a Deus por ter conhecido o que é o amor de verdade, em todo o tempo que senti você crescendo dentro de mim o amor se definia mais no meu coração, hoje sei o que eu realmente eu amo e o que eu achava que amava. Ver o amor nascer assim devagar, tão gratuitamente tão simples, tão compensador. Eu jamais imaginei que seria dessa forma, antes pra mim ouvir alguma gravida dizer que amava o filho me soava tão normal, hoje não, hoje meu coração aperta saber o quanto isso significa...

Antes quando descobria que alguém ia ser mãe adolescente, ter engravidado sem planejamento, iria ser mãe sozinha, me causava tanta pena... Mas hoje, sinto pena de mim de não saber o quão divino era gerar um filho, é uma dádiva que dá sentido a vida de uma mulher, é o que faz perceber o que realmente vale a pena a gente passar na nossas vidas, aprender a ter calma, paciência, pensar mais em outra pessoa do que você mesma... Dar valor ao que fazem pelo seu filho e não mais por você. Fico tentando lembrar o que realmente me fazia feliz, o que me dava sentido... Eu não consigo citar nada que se compare a você, nada que se compare a ter você na minha vida.

Nesses meses de gravidez foram tantos medos de acontecer alguma coisa com você, de você ter alguma doença, alguma imperfeição... Claro que o amor que eu sinto por você não depende de nada dessas coisas te amarei sempre e de qualquer jeito, mas a gente sempre quer o melhor pro nosso bebê... Passei a gravidez inteira pedindo pra Deus te abençoar, pra que nada tirasse você de mim... Eu pedia apenas que o dia do seu nascimento chegasse logo pra esse medo de te perder passar, mas agora que está tão perto desse dia e a vida inteira com você do lado se aproxima, percebo que esse medo de te perder é algo que vai me acompanhar pro resto da minha vida, eu não estou preparada pra me separar mais de você, e acho que é por isso que dizem que o nosso coração fica com o filho por onde quer que ele vá.

Minha vida é pra você, tudo o que eu faço e irei fazer daqui pra frente é pensando no melhor pra você... Não quero te decepcionar, te deixar na mão... Eu peço a Deus que me permita viver a vida inteira ao seu lado, ver você crescer, viver e ser feliz sempre...



Hoje eu sei o quão é verdadeiro o amor de mãe e eu só posso dizer que você o terá todos os dias na sua vida.

Eu te amo filha ! 


♥



A Mala da Maternidade: como organizei tudo


Olá, estive sumida por uns dias, o final da gravidez chegou, os pés e o rosto incharam e eu mal consigo andar... Ao mesmo tempo que fico feliz que minha filha está  chegando, fico com saudades desse momento mágico que é a gestação. Na próxima quinta feira completarei 36 semanas e a partir de agora o parto pode ser a qualquer momento, por isso as malas já estão prontinhas só esperando a hora da bolsa estourar pra correr pra maternidade... Pra falar a verdade as malas já estão prontas desde as 32 semanas, é que como já comentei eu tenho o colo do útero curto, no limite possível então me adiantei um pouco e deixei tudo pronto.
Uma das minhas agonias da gravidez era de não dar tempo de deixar tudo pronto até a chegada dela, primeiro porque eu sou extremamente  ansiosa pra tudo e segundo que eu não queria deixar NADA pra ninguém fazer por mim, no caso da mala sempre imaginei o pai da Alice levando roupas sem sentido e a menina acabar ficando toda colorida... Mamães entendem a cabeça dos papais !!!



Na minha mala, coloquei coisas mais simples para no máximo 3 dias de internação, toalha de banho, pijamas, calcinhas, sutiãs e chinelos. Na frasqueira coloquei apenas os produtos de  higiene meus e da Alice, e na mala dela eu fui bem criteriosa e arrumei cada troca de roupas com um item que ela ira necessitar... Isso facilitou na organização da mala, e na hora das trocas também...

Na mala da Alice tem 5 trocas de roupas, e elas são :


Pra primeira troca, eu escolhi tudo rosinha, não vejo a hora de ver a minha Alice parecendo uma bonequinha...


Tanto nessa segunda, quanto nas demais eu preferi colocar 1 item de cada coisa combinando entre si, lembrando que coloquei 4 trocas pra ela ficar na maternidade e 1 pra sair, talvez ela não vá usar todas mas é melhor prevenir do que faltar alguma coisa depois...



Além das mantinhas que eu estou levando coloquei na mala dela 2 toalhas e 2 fraldas grandes pra cobrir na hora de amamentar e 1 cobertor, por mais que ela vá nascer no calor, eu estou levando na intensão de forrar o berçário dela, deixando mais fofinho...



E a Saídinha da Maternidade que ela ganhou da Vovó paterna :


Não vejo a hora de usar tudo, aliás, não vejo a hora de ver a Alice seja de roupa ou sem... ^^






Design feito por Thaís Simões.
Thaís Simões Todos Os Direitos Reservados!